Fragmentos

Ante el tiempo

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© Beatriz Vilela
Saudade do cheiro de nostalgia, das batidas dos sinos da catedral, do som harmônico das famílias num dia de domingo, da poesia das casas refletindo no lago, do andar calmo dos gironinos, da alegria dos estudantes, do cheiro da crema catalana, da imagem do sol se pondo atrás da Igreja de San Félix. Saudade dos que ficaram, amigos amados. 
Saudade é uma palavra recorrente. 

© Beatriz Vilela

Saudade do cheiro de nostalgia, das batidas dos sinos da catedral, do som harmônico das famílias num dia de domingo, da poesia das casas refletindo no lago, do andar calmo dos gironinos, da alegria dos estudantes, do cheiro da crema catalana, da imagem do sol se pondo atrás da Igreja de San Félix. Saudade dos que ficaram, amigos amados. 

Saudade é uma palavra recorrente. 

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© Beatriz Vilela
O parque da família, de fazer esportes, de curtir as festas. O Parque de la Devesa.
Mais um fragmento deste lugar especial.
“… a cidade não conta o seu passado, ela o contem como as linhas da mão, escrito nos ângulos das ruas, nas grades das janelas, nos corrimãos das escadas, nas antenas dos para-raios, nos mastros das bandeiras, cada segmento riscado por arranhões, serradelas, entalhes, esfoladuras.”
Italo Calvino, em As cidades invisíveis.

© Beatriz Vilela

O parque da família, de fazer esportes, de curtir as festas. O Parque de la Devesa.

Mais um fragmento deste lugar especial.

“… a cidade não conta o seu passado, ela o contem como as linhas da mão, escrito nos ângulos das ruas, nas grades das janelas, nos corrimãos das escadas, nas antenas dos para-raios, nos mastros das bandeiras, cada segmento riscado por arranhões, serradelas, entalhes, esfoladuras.”

Italo Calvino, em As cidades invisíveis.

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© Beatriz Vilela
Ha um ano eu me despedia. Madrugada triste que me deixa com nó na garganta só de lembrar. Deixei amizades importantes, laços que jamais serão quebrados.
Minha querida Girona, cuide bem deles!
“Para cada um de nós, uma cidade existe pelo que significa para nossa mente e nosso coração. 
Pulsa em diferentes e simultâneas escalas de tempo e espaço. Vibrantes universos, em aparência paralelos, entre os quais somos a ligação, e nos quais somos personagens e espectadores, objeto e sujeito. Eles ocorrem do lado de fora de nossa janela e do lado de entro de nossa porta. 
Com o tempo, a cidade constitui-se, pela depuração das vivências acumuladas, em patrimônio único de suaves esgarçadas lembranças e incômodos resíduos afetivos. 
Torna-se cenário de nossas aspirações e frustrações, da banalidade renovada que nos obriga a pensar.
Se a amamos, somos defensores apaixonados de suas qualidades, algumas verdadeiras e outras que lhe atribuímos, indevida, mas generosamente. 
Cria-se uma relação íntima e tranquila. Nos apropriamos dela como se seus únicos proprietários fôssemos. Transformamo-nos em seus redescobridores e, a cada passo, colidimos com novos e preciosos indicadores de que alguma coisa lateja, misteriosa, além do óbvio. 
Perdoamos suas loucuras, porque somos seus contribuintes, às vezes recatados, outras vezes escandalosos coparticipes da insanidade geral. 
A cidade é um suporte de vida, de ocorrências grandiloquentes e mesmice cotidiana. Todas reveladoras do homem. 
Esse mesmo homem, pretencioso, controverso, incapaz de conviver. Inventor do sonho, reinventor da morte.” 
Luis Humberto.

© Beatriz Vilela

Ha um ano eu me despedia. Madrugada triste que me deixa com nó na garganta só de lembrar. Deixei amizades importantes, laços que jamais serão quebrados.

Minha querida Girona, cuide bem deles!

“Para cada um de nós, uma cidade existe pelo que significa para nossa mente e nosso coração.

Pulsa em diferentes e simultâneas escalas de tempo e espaço. Vibrantes universos, em aparência paralelos, entre os quais somos a ligação, e nos quais somos personagens e espectadores, objeto e sujeito. Eles ocorrem do lado de fora de nossa janela e do lado de entro de nossa porta.

Com o tempo, a cidade constitui-se, pela depuração das vivências acumuladas, em patrimônio único de suaves esgarçadas lembranças e incômodos resíduos afetivos.

Torna-se cenário de nossas aspirações e frustrações, da banalidade renovada que nos obriga a pensar.

Se a amamos, somos defensores apaixonados de suas qualidades, algumas verdadeiras e outras que lhe atribuímos, indevida, mas generosamente.

Cria-se uma relação íntima e tranquila. Nos apropriamos dela como se seus únicos proprietários fôssemos. Transformamo-nos em seus redescobridores e, a cada passo, colidimos com novos e preciosos indicadores de que alguma coisa lateja, misteriosa, além do óbvio.

Perdoamos suas loucuras, porque somos seus contribuintes, às vezes recatados, outras vezes escandalosos coparticipes da insanidade geral.

A cidade é um suporte de vida, de ocorrências grandiloquentes e mesmice cotidiana. Todas reveladoras do homem.

Esse mesmo homem, pretencioso, controverso, incapaz de conviver. Inventor do sonho, reinventor da morte.”

Luis Humberto.

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© Beatriz Vilela
Las ramblas
Dos amores, das flores, dos dias de sol, da nevasca, das rebajas…! As ramblas estiveram sempre movimentadas. Havia tanta vida pulsando ali que essa cena estática soa falsa.
Talvez seja um artifício da saudade… “los acordes entre el alma, el ojo y la mando”. 

© Beatriz Vilela

Las ramblas

Dos amores, das flores, dos dias de sol, da nevasca, das rebajas…! As ramblas estiveram sempre movimentadas. Havia tanta vida pulsando ali que essa cena estática soa falsa.

Talvez seja um artifício da saudade… “los acordes entre el alma, el ojo y la mando”. 

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© Beatriz Vilela
Calle Pedret
Minha rua, minha casa, meu abrigo. 
Aqueles sentimentos mudos me faziam olhar, e olhar cada vez mais. Tentativa de decorar cada cor, cada detalhe de um banal que - eu já sabia - eu ia morrer de saudades!
“Não vês que o olho abraça a beleza do mundo inteiro? […] É a janela do corpo humano, por onde a alma especula e frui a beleza do mundo, aceitando a prisão do corpo que, sem esse poder, seria um tormento […] Ó admirável necessidade! Quem acreditaria que um espaço tão reduzido seria capaz de absorver as imagens do universo? […] O espírito do pintor deve fazer-se semelhante a um espelho que adota a cor do que olha e se enche de tantas imagens quantas coisas tiver diante de si.”
Leonardo da Vinci

© Beatriz Vilela

Calle Pedret

Minha rua, minha casa, meu abrigo.

Aqueles sentimentos mudos me faziam olhar, e olhar cada vez mais. Tentativa de decorar cada cor, cada detalhe de um banal que - eu já sabia - eu ia morrer de saudades!

“Não vês que o olho abraça a beleza do mundo inteiro? […] É a janela do corpo humano, por onde a alma especula e frui a beleza do mundo, aceitando a prisão do corpo que, sem esse poder, seria um tormento […] Ó admirável necessidade! Quem acreditaria que um espaço tão reduzido seria capaz de absorver as imagens do universo? […] O espírito do pintor deve fazer-se semelhante a um espelho que adota a cor do que olha e se enche de tantas imagens quantas coisas tiver diante de si.”

Leonardo da Vinci

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© Beatriz Vilela

“As coisas das quais nos ocupamos na fotografia estão em constante  desaparecimento, e uma vez desaparecidas, não dispomos de qualquer  recurso capaz de fazê-las retornar. Não podemos revelar e copiar uma  lembrança.”
Henri Cartier-Bresson

© Beatriz Vilela

“As coisas das quais nos ocupamos na fotografia estão em constante desaparecimento, e uma vez desaparecidas, não dispomos de qualquer recurso capaz de fazê-las retornar. Não podemos revelar e copiar uma lembrança.”

Henri Cartier-Bresson

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© Beatriz Vilela
Parque Migdia
Vontade deitar na grama e sentir o tempo passar tranquilamente, mergulhada nas páginas de um livro qualquer…

© Beatriz Vilela

Parque Migdia

Vontade deitar na grama e sentir o tempo passar tranquilamente, mergulhada nas páginas de um livro qualquer…